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A disfunção erétil

 
A disfunção erétil pode ser causada por razões orgânicas e psicológicas, sendo freqüente que um paciente apresente uma combinação de ambas. Mesmo assim, as disfunções eréteis psicológicas podem desencadear, eventualmente, disfunções eréteis orgânicas e vice-versa.

Para compreender como e por que ocorre a disfunção erétil, é importante conhecer o mecanismo de uma ereção:

A ereção ou resposta erétil se produz ao se incharem os três cilindros esponjosos (dos corpos cavernosos e um corpo esponjoso) situados no pênis, devido a um aumento na corrente sanguínea. O sangue entra nos cilindros esponjosos e fica temporariamente dentro do pênis. É uma resposta eminentemente reflexa, muito vulnerável, podendo ser alterada tanto por fatores físicos, por exemplo fadiga, consumo de álcool ou determinados fármacos e drogas, como, e principalmente, por fatores psicológicos, dentre os quais a ansiedade parece ser a mais importante.

 
Artérias do pênis flácido
 
Artérias do pênis ereto
Artérias do pênis flácido
 
Artérias do pênis ereto

As células musculares lisas mantêm um firme ajuste das artérias e dos espaços vazios nos corpos cavernosos para prevenir a entrada do sangue no pênis quando ele está flácido

 

A excitação sexual libera substâncias que relaxam as células musculares. As artérias se expandem permitindo um maior fluxo sanguíneo dos corpos cavernosos e, por
sua vez, as veias se contraem, prendendo o sangue.

 

Causas psicológicas
Aproximadamente, 10% dos casos de disfunção erétil se devem a fatores psicológicos, tais como o nervosismo ou a tensão durante o ato sexual. A falta de confiança e o temor ao fracasso originam um aumento de adrenalina, o que provoca uma redução do fluxo sanguíneo necessário para conseguir ou manter uma ereção. Depois de vários fracassos, o corpo se acostuma a produzir adrenalina somente em pensar na relação sexual. Esta situação pode converter-se em um círculo vicioso muito difícil de romper sem ajuda.

Em muitos casos o episódio inicial pode consistir numa disfunção situacional, inclusive com presença de fatores físicos coadjuvantes. Este fracasso inicial pode favorecer a aparição posterior de uma preocupação obsessiva para conseguir um rendimento adequado e o desenvolvimento do comportamento de auto-observação constante durante a interação sexual, facilitando em conseqüência o desenvolvimento de uma disfunção mais generalizada.

Outras causas comuns são o temor do fracasso, pressão das exigências sexuais da parceira, o estresse, a falta de desejo, a ansiedade e a depressão.

Causas orgânicas
90% dos casos de disfunção erétil se devem a fatores físicos, usualmente atribuídos á enfermidades vasculares. O pênis requer uma boa irrigação sanguínea para completar uma ereção. A mais leve obstrução arterial pode ocasionar problemas no fluxo sanguíneo, dificultando ou impossibilitando o processo de ereção.

Esta causa é conhecida como insuficiência vascular e está relacionada com a diabetes, a hipertensão, o tabagismo, o colesterol alto, o alcoolismo, artérioesclerose (endurecimento e estreitamento dos vasos sanguíneos), os problemas de próstata, as seqüelas de cirurgias prévias e certos tipos de medicação.A princípio, a causa não pode ser determinada. É freqüente que pessoas saudáveis padeçam de disfunção erétil.

Envelhecimento
Existe uma relação direta entre a disfunção erétil e o envelhecimento: 39% dos homens de mais de 40 anos e 67% dos homens de mais de 70 anos são afetados pela disfunção erétil, seja  grau baixo, médio ou total. À medida em que o ser humano envelhece, se fazem presentes certos fatores, tais como o colesterol ou a alta pressão sanguínea, que podem ocasionar o estreitamento das artérias, favorecendo a aparição da disfunção erétil.

Hipertensão
A hipertensão e a medicação utilizada para tratá-la podem provocar disfunção erétil. No entanto, há também que se levar em consideração que homens com hipertensão que não são tratados tendem a  desenvolver difunção erétil em maior escala do que as demais pessoas que ainda não possuem problemas de disfunção erétil.

Efeitos secundários de medicamentos
Existem numerosos medicamentos que podem gerar disfunção erétil, entre eles alguns dos que são utilizados para tratar úlceras, cefaléias, transtornos vasculares, mal de Parkinson, e muitos soníferos e sedativos. Isto não quer dizer que deva suspender a medicação. Estes medicamentos podem ocasionar uma disfunção erétil, porém não quer dizer que provoquem em todos os casos. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

Diabetes
Aproximadamente 65% dos diabéticos sofrem de impotência. A diabetes afeta atualmente no Ocidente cerca de 7,5% da população, e esta cifra está crescendo a cada ano.

Existem outras causas físicas não tão comuns como as mencionadas anteriormente, que podem ser rapidamente diagnosticadas tais como deficiências hormonais (atrofia testicular, dores de fígado, problemas de tireóides), problemas neurológicos (esclerose múltipla, derrame, mal de Parkinson), acidentes que haviam causado danos aos nervos pélvicos ou as artérias, e alguns tipos de cirurgias, ou radioterapia.

 
   
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